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História de Santana de Parnaíba: berço dos bandeirantes

Fundada em 1580 por Suzana Dias e André Fernandes, Santana de Parnaíba foi ponto de partida das bandeiras. Veja a história, o conjunto tombado e os dados do Censo 2022.
Vista aérea do Centro Histórico de Santana de Parnaíba, com o casario colonial e a Igreja Matriz
O conjunto tombado em 1982 reúne 209 edificações no Centro Histórico, em torno do Largo da Matriz.

A história de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, começa em 1580, quando Suzana Dias e o filho, o capitão André Fernandes, fundaram uma fazenda à beira do Rio Anhembi, hoje Tietê, perto de uma cachoeira que os indígenas chamavam de Parnaíba. Do povoado partiram bandeiras rumo ao interior do país. Hoje a cidade tem 154.105 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e fica a cerca de 40 km do centro da capital, pela Rodovia Castello Branco.

História de Santana de Parnaíba: da fundação às bandeiras

Suzana Dias é apontada como neta do cacique Tibiriçá. Em 1610, terras vizinhas às dela foram concedidas em sesmaria a Belchior da Costa. O povoado foi elevado a vila em 1625. A posição no vale do Tietê fez dele ponto de partida de expedições bandeirantes rumo ao Oeste Paulista e ao Mato Grosso. Entre os moradores históricos está Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que, ao que se presume, viveu na casa hoje transformada em museu. Para conhecer a fundadora, leia Quem foi Suzana Dias.

Declínio e retomada

No século XVIII, com o fim das bandeiras, a vila entrou em decadência e ficou isolada das rotas que ligavam São Paulo a Jundiaí, Sorocaba e Itu. Em 1901, foi inaugurada no Tietê a usina hidrelétrica Edgard de Souza, a Barragem, a primeira da empresa Light no Brasil. Ao longo do século XX, o município perdeu parte do território para Cajamar, Pirapora do Bom Jesus e Barueri.

A partir da década de 1980, a cidade voltou a crescer, com a melhoria das rodovias e a implantação de condomínios, sobretudo Alphaville. Em 2010, eram 108.813 habitantes; em 2022, 154.105, um aumento de cerca de 42%.

Um conjunto histórico protegido

O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) tombou em 1982 o centro histórico, com 209 edificações, segundo levantamento de 2008. A Casa da Cultura e a Casa do Anhanguera são protegidas também pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O conjunto é considerado o maior conjunto colonial do estado de São Paulo. Três ruas paralelas, que hoje levam os nomes de Bartolomeu Bueno, André Fernandes e Suzana Dias, foram consolidadas no século XVIII.

Veja os detalhes de cada local em pontos turísticos, como a Igreja Matriz e o Coreto Maestro Bilo.

De onde vem o nome

O nome junta duas origens. Parnaíba vem do tupi Pan-nei-i-bo, traduzido como "lugar de muitas ilhas" ou "rio ruim", e designava uma queda d'água do Tietê que atrapalhava a navegação. Santana vem de Santa Ana, santa de devoção de Suzana Dias, a quem foi dedicada a igreja que hoje é a Matriz.

A cidade hoje

O IBGE registra para o município 179,89 km² de área e densidade de 856,38 habitantes por km² (Censo 2022). A história segue viva nas tradições: o Drama da Paixão de Cristo é encenado às margens do Tietê, perto da Barragem. Conheça também as festas tradicionais e o roteiro turístico.

Com informações de

Imagens: Guia da Cidade de Santana de Parnaíba.