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Medidas de Lula somam R$ 290 bi previstos para 2026 e 2027

Dos R$ 290 bi, R$ 234,9 bi são atribuídos a 2026 e R$ 55,1 bi a 2027, segundo a Folhapress. O Planejamento questiona a soma; a IFI vê risco fiscal em 2027.
Gráfico com os valores das medidas de Lula: R$ 234,9 bilhões em 2026 e R$ 55,1 bilhões em 2027, segundo a Folhapress.
Gráfico original do ParnaíbaWEB com valores atribuídos pela Folha ao levantamento publicado em 17/10/2026.

Levantamento da Folhapress soma em R$ 290 bilhões as medidas de Lula previstas para 2026 e 2027, sendo R$ 234,9 bilhões em 2026 e R$ 55,1 bilhões em 2027. O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) questiona a soma e afirma que parte das ações busca mitigar os efeitos de guerras em curso sobre a população. A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado, aponta risco para as contas de 2027.

Atualizado em 18 de outubro de 2026.

Resumo rápido

  • O total de R$ 290 bilhões refere-se a valores previstos para 2026 e 2027, segundo a Folhapress.
  • São R$ 234,9 bilhões em 2026 e R$ 55,1 bilhões em 2027.
  • A Fazenda afirma que os valores não representam, integralmente, impacto adicional no Orçamento de 2027.
  • A IFI projeta déficit primário de R$ 86,1 bilhões em 2027, antes das deduções legais.

Quais medidas de Lula compõem os R$ 290 bilhões?

Segundo a Folhapress, a Folha considerou gastos já autorizados, projeções divulgadas pelo Executivo em entrevistas, cálculos preliminares da área econômica e documentos oficiais do governo. O texto cita subsídios aos preços de combustíveis e linhas de crédito entre as medidas.

O texto também cita a isenção do Imposto de Renda, em seção separada intitulada "Outras medidas". Segundo a reportagem, a renúncia de receita com essa medida foi estimada em R$ 28 bilhões neste ano. Ela não aparece entre os componentes do total de R$ 290 bilhões.

Renúncia de receita, subsídios e linhas de crédito têm efeitos fiscais diferentes, e a reportagem trata esses itens separadamente.

Outra estimativa, publicada pela Gazeta do Povo em 16 de outubro de 2026, atribui à IFI um total de R$ 298,4 bilhões. A IFI não foi localizada publicando esse número. O total de R$ 290 bilhões é um levantamento da Folhapress.

Como o governo responde?

O Ministério da Fazenda afirma que "os valores das medidas anunciadas não representam, integralmente, um impacto adicional no Orçamento de 2027".

Segundo a Folhapress, o MPO afirma que as iniciativas têm naturezas, fontes e períodos diferentes e que elas não deveriam ser somadas. A pasta diz que parte delas representa ações emergenciais adotadas para mitigar os efeitos de guerras em curso sobre o dia a dia da população, e cita como exemplo os subsídios aos combustíveis.

A mesma pasta afirma que a execução de políticas públicas não pode ser confundida, por si só, com aumento de gastos motivado pelo calendário eleitoral. A reportagem original chama o conjunto de "pacote eleitoral". Segundo o texto, assessores econômicos da campanha de Flávio Bolsonaro têm criticado a condução da política fiscal e prometem mudanças.

O que dizem as contas de 2027?

Segundo a nota do Ministério da Fazenda de 1º de setembro de 2026, o projeto de Orçamento de 2027 prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões sem descontos legais. Com os descontos previstos pelo Regime Fiscal Sustentável, o resultado ajustado é de superávit de R$ 83,4 bilhões. A IFI confirma esses dois valores no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) nº 116.

No RAF nº 116, de 17 de setembro de 2026, a IFI projeta déficit primário de R$ 86,1 bilhões em 2027, antes das deduções legais. A instituição estima que seria necessário contingenciar R$ 35,7 bilhões para cumprir a meta fiscal. Contingenciar significa restringir a execução de despesas já autorizadas no Orçamento. Após as deduções legais, a IFI projeta superávit primário inferior a R$ 1 bilhão, insuficiente para cumprir a meta.

Por que as projeções divergem?

O projeto de Orçamento de 2027 usa expansão de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2027. A própria IFI trabalha com 1,8%, segundo o RAF nº 116.

Os números dependem também da base de cálculo, como mostra a tabela.

Indicador Governo (PLOA 2027) IFI (RAF nº 116)
Crescimento do PIB em 2027 2,5% 1,8%
Resultado primário antes das deduções Superávit de R$ 18,6 bilhões Déficit de R$ 86,1 bilhões
Resultado primário após as deduções Superávit de R$ 83,4 bilhões Superávit inferior a R$ 1 bilhão
Contingenciamento para cumprir a meta — R$ 35,7 bilhões

Fontes da tabela: nota do Ministério da Fazenda, de 1º de setembro de 2026, e RAF nº 116 da IFI, de 17 de setembro de 2026.

Perguntas frequentes

O que é o superávit de R$ 18,6 bilhões?

É a previsão do projeto de Orçamento de 2027 sem descontos legais, segundo o Ministério da Fazenda. Com os descontos, o resultado ajustado é de superávit de R$ 83,4 bilhões, valor que a IFI também registra no RAF nº 116.

A IFI prevê déficit em 2027?

Sim. No RAF nº 116, de 17 de setembro de 2026, a IFI projeta déficit primário de R$ 86,1 bilhões em 2027, antes das deduções legais. Após essas deduções, a instituição estima superávit inferior a R$ 1 bilhão.

O governo concorda com a soma de R$ 290 bilhões?

A Fazenda diz que os valores não representam, integralmente, um impacto adicional no Orçamento de 2027. O MPO afirma que as iniciativas têm naturezas, fontes e períodos diferentes e que elas não deveriam ser somadas.

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