A empresa Science Corporation informou que implantou o chip PRIMA em um paciente com doença de Stargardt, em maio, durante um estudo clínico no Sydney Eye Hospital, na Austrália. O caso foi divulgado em outubro de 2026.
Segundo a empresa, o chip tem cerca de 2 mm por 2 mm e é colocado na parte de trás do olho. O paciente usa óculos com câmera, que transmitem a imagem ao chip. A cirurgia durou cerca de uma hora.
Qual foi o resultado inicial
Na primeira sessão de reabilitação, o paciente viu uma letra. Na segunda, leu uma palavra. A empresa diz que o campo de visão é pequeno, com imagem em preto e branco e alto contraste, restrita à área central.
Próximos passos da empresa
A empresa planeja ampliar o campo de visão, o que exige um implante maior que acompanhe a curvatura do olho, além de eletrodos menores. Ela prevê que a próxima geração chegue a pessoas em cerca de um ano.
Sobre a doença de Stargardt
A doença de Stargardt é genética e costuma começar na infância. Segundo o National Eye Institute, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), ela está associada a alterações no gene ABCA4, e ainda não há tratamento que reverta a perda de visão.
Uma revisão científica publicada no PubMed Central estima a ocorrência da doença em 1 caso para cada 8 mil a 10 mil pessoas.
Com informações de
- National Eye Institute (NIH): Stargardt disease
- PubMed Central: Stargardt disease: clinical features, molecular genetics, animal models and therapeutic options
- TechCrunch: Science Corporation implants its vision-restoring chip in its first Stargardt disease patient (relato dos dados da empresa)
Imagem ilustrativa gerada com auxílio de IA.

