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Ato na Paulista: estimativa aponta 71,9 mil no pico

Monitor da USP e Cebrap, com a More in Common, estimou 71,9 mil pessoas no pico do ato de Flávio Bolsonaro em São Paulo.
Vista aérea da concentração de público na Avenida Paulista durante a manifestação de 18 de outubro.
A vista aérea mostra a concentração de apoiadores ao longo da Avenida Paulista durante o ato de domingo (18).

O ato na Paulista promovido por Flávio Bolsonaro teve público estimado em 71,9 mil pessoas no momento de maior concentração, às 12h20 de domingo, 18 de outubro. O número é uma estimativa de pesquisadores, não uma contagem oficial da Polícia Militar.

O Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a organização More in Common, informou que usou imagens aéreas para estimar o público. A metodologia divulgada pelos responsáveis considera margem de erro de 12%, portanto o resultado deve ser lido como aproximação.

Flávio Bolsonaro acena à multidão durante ato na Avenida Paulista em 18 de outubro.
Flávio Bolsonaro acena a apoiadores enquanto o ato ocupa a Avenida Paulista, no domingo (18).

Ato na Paulista: estimativa mede o pico

O valor de 71,9 mil se refere ao horário de maior concentração, e não ao total de pessoas que passaram pelo local ao longo do dia. A medição foi divulgada às vésperas do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

Linha do tempo dos atos após o primeiro turno

Esta linha do tempo reúne alguns dos compromissos públicos de campanha de Flávio Bolsonaro identificados pela reportagem após o primeiro turno, até o fechamento desta matéria. Ela não pretende listar toda a agenda do candidato. Reuniões privadas e atos de aliados sem presença confirmada foram identificados separadamente ou deixados de fora.

  1. 5 OUT · BRASÍLIA (DF) · REUNIÃO POLÍTICA

    Flávio recebeu o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O encontro tratou da mobilização para o segundo turno; foi uma articulação política, não um ato público.

  2. 6 OUT · GOIÂNIA (GO)

    Flávio participou do evento em que Ronaldo Caiado anunciou apoio à sua candidatura; Tarcísio de Freitas também esteve presente.

  3. 7 OUT · BRASÍLIA (DF) · APOIOS PARTIDÁRIOS

    Recebeu o apoio da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, e do partido Novo. A agenda foi de articulação e anúncio político.

  4. 8 OUT · BRASÍLIA (DF) · REUNIÕES COM GOVERNADORES

    Reuniu-se com governadores eleitos e lideranças partidárias. A Radioagência Nacional informou encontro com 14 governadores; naquele dia, também foi anunciado o apoio do escritor Augusto Cury.

  5. 9 OUT · BARRA DA TIJUCA, RIO DE JANEIRO (RJ)

    Encontro com empresários, lideranças e apoiadores ao lado de Douglas Ruas, governador eleito do estado.

  6. 10 OUT · SÃO GONÇALO E MARACANÃZINHO, RIO DE JANEIRO (RJ)

    O candidato fez uma motocarreata em São Gonçalo e, mais tarde, participou da celebração do centenário da Assembleia de Deus Ministério Madureira no ginásio Maracanãzinho.

  7. 11 OUT · CENTRO DE SÃO PAULO (SP)

    Almoço de campanha no Shopping Light com Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e prefeitos da região metropolitana.

  8. 12 OUT · BRASÍLIA (DF)

    Flávio esteve na missa de Nossa Senhora Aparecida, na Catedral Metropolitana.

  9. 13 OUT · BRASÍLIA (DF)

    Visitou o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Foi um compromisso privado, fora de ato de campanha.

  10. 14 OUT · PORTO ALEGRE (RS)

    A agenda incluiu caminhada no bairro Sarandi e ato no Centro Histórico. Um almoço na Fiergs havia sido anunciado previamente, mas a reunião não aparece nos relatos da programação cumprida.

  11. 15 OUT · CAPELINHA (MG)

    Participou do Bloquinho do 22 com o deputado Nikolas Ferreira, no Vale do Jequitinhonha.

  12. 16 OUT · RIO DE JANEIRO (RJ) E NANUQUE (MG)

    Flávio participou da sabatina do Jornal Nacional, nos Estúdios Globo, no Rio. Em Nanuque, o Bloquinho do 22 foi conduzido por aliados; as reportagens consultadas não confirmam a presença do candidato.

  13. 17 OUT · VITÓRIA (ES) E SALVADOR (BA)

    Flávio participou de atos nas duas capitais. Em Salvador, a mobilização percorreu a Barra, entre o Morro do Cristo e o Farol; a cobertura local registrou grande concentração de público e reflexos no trânsito, sem divulgar uma contagem comparável à estimativa da Paulista.

  14. 17 OUT · TERESINA (PI) · ATO DE ALIADOS

    À noite, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato lideraram o “Bloquinho do 22”, organizado pelo PL no Piauí, na Avenida Marechal Castelo Branco. A Rádio Itatiaia relatou milhares de apoiadores. Os relatos consultados identificam os aliados como líderes do ato e não confirmam a presença de Flávio; naquele dia, o candidato participou de compromissos em Vitória e Salvador.

  15. 18 OUT · AVENIDA PAULISTA E DEBATE DA BAND, SÃO PAULO (SP)

    Pela manhã, participou do ato na Paulista; pesquisadores estimaram 71,9 mil pessoas no pico, com margem de erro de 12%. À noite, enfrentou Lula no debate da Band.

  16. 19 OUT · MARABÁ (PA) E MANAUS (AM) · AGENDAS ANUNCIADAS

    A imprensa informou uma carreata prevista para Marabá pela manhã e compromisso de campanha em Manaus à noite. Até esta atualização, não localizamos confirmação independente de que esses eventos tenham sido realizados.

Recorte apurado até o fechamento desta matéria. A cronologia reúne alguns compromissos públicos, não toda a agenda do candidato, e registra locais e formatos sem medir a dimensão dos públicos. A estimativa da Paulista é a única com número e metodologia identificados nas fontes consultadas; ela se refere ao pico, não ao total de pessoas que passaram pelo local.

O que as análises apontaram sobre a campanha

Em análise publicada em 15 de outubro, a DW descreveu a primeira etapa do segundo turno como concentrada na consolidação de alianças e apoios políticos. A reportagem registrou que aliados resumiam o ritmo como “jogo parado” e que a campanha começava a rever os próximos passos.

Em análise publicada em 9 de outubro pela CNN Brasil, o cientista político Lucas de Aragão resumiu a orientação da campanha naquele momento:

“A estratégia da campanha é de fato jogar parada e rebater de maneira estratégica o que vai aparecer de críticas […]”

Lucas de Aragão, cientista político — CNN Brasil, 9 out. 2026

Essa avaliação retrata a leitura daquele momento, não uma medição de efeito eleitoral. Nos dias seguintes, a agenda registrada acima inclui atos em Capelinha, Vitória e Salvador, além da Paulista e do debate da Band. A sequência documenta compromissos; por si só, não prova mudança de estratégia nem impacto sobre o eleitorado.

Com informações de