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Brasileirão sem bets: clubes trocam patrocínio nas camisas

A primeira rodada depois da proibição das apostas teve camisas sem bets. Os clubes trocaram de patrocinador ou deixaram o espaço vazio.
Camisa listrada de preto e branco pendurada em um vestiário de estádio, com o patrocínio Sem Bets no centro
Ilustração gerada por inteligência artificial, não é fotografia de uma camisa real.

O Brasileirão sem bets começou na quarta-feira, 7 de outubro, quando a Série A voltou depois da pausa para jogos de seleções. Foi a primeira rodada depois da medida provisória 1.394, assinada em 25 de setembro, que proíbe a publicidade de casas de apostas no futebol. Nenhum dos seis jogos disputados naquele dia teve patrocínio de bet nas camisas.

O Corinthians, que tinha a Esportes da Sorte, usou a Jota.ai, empresa de inteligência artificial para o mercado financeiro, no centro da camisa. O São Paulo trocou a Superbet pelo aplicativo Superscore, do mesmo grupo, que não mostra anúncios, cotações nem sugestões de aposta. O Internacional levou a Shopee, em uma campanha de descontos chamada 10.10. Ele já não tinha bet no uniforme desde janeiro.

Vasco, Botafogo, Cruzeiro e Grêmio deixaram o espaço principal vazio. O Vitória entrou sem patrocinador principal, e o Remo trocou a VaideBet pelo Banpará. O Flamengo tinha a Betano, em um contrato acima de R$ 250 milhões por ano, e ainda não anunciou substituto. A Lubrax voltou a estampar a camisa do clube, nas costas, depois de 17 anos.

O setor de apostas reagiu. As entidades ANJL e IBJR, que representam empresas do ramo, pediram ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, a suspensão imediata da medida provisória.

Com informações de

Imagem ilustrativa gerada por IA.