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Fim da escala 6x1: Senado vota PEC na quarta (14)

Texto reduz a jornada de 44 para 40 horas por semana, sem corte de salário. Se o Senado aprovar sem mudanças, a PEC não volta à Câmara.
Agenda semanal aberta com dois dias de descanso em verde, ao lado de café e capacete, com o plenário do Senado ao fundo
Ilustração gerada por inteligência artificial, não é fotografia do plenário.

Atualização: o Senado aprovou a PEC em segundo turno, por 75 votos a 1, na quarta-feira (14), e o texto segue para promulgação, segundo a Agência Senado.

Antes da votação, o fim da escala 6x1 tinha a primeira votação marcada no Senado para quarta-feira, 14 de outubro.

A PEC 221/2019, sigla de Proposta de Emenda à Constituição, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas por semana, sem corte de salário. Ela também garante dois dias de descanso por semana, um deles de preferência no domingo.

A jornada diária pode ter até 8 horas. A mudança é gradual. Dois meses depois da publicação da emenda, o limite cai para 42 horas. Quatorze meses depois, chega às 40 horas. A regra não vale para servidores públicos nem para quem tem diploma superior e ganha pelo menos 2,5 vezes o teto do INSS, a não ser que o patrão queira ou o acordo coletivo preveja.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto em 27 de maio, por 472 votos a 22 na primeira votação e 461 a 19 na segunda. No Senado, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou em 2 de setembro, em votação simbólica, que é quando os votos não são contados um a um. O texto não foi alterado. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou os 36 pedidos de mudança apresentados.

Antes da votação em plenário, a PEC precisa passar por cinco sessões de debate. Três já foram feitas, em 6, 7 e 8 de outubro, e faltam duas, nos dias 13 e 14. Cada uma das duas votações exige pelo menos 49 dos 81 votos. Depois da primeira, ainda há mais três sessões de debate antes da segunda.

Se o Senado aprovar o texto como veio da Câmara, ele é publicado como emenda à Constituição pelas Mesas das duas Casas, sem precisar da assinatura do presidente. Se mudar algo, volta para a Câmara votar de novo. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), reúne assinaturas para um pedido de calendário especial, que encurtaria os prazos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que colocará o pedido em votação se ele for apresentado.

O segundo turno da eleição presidencial será em 25 de outubro, e o tema entrou na campanha. O candidato Lula (PT) defende a PEC. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) é contra e propõe jornadas flexíveis, pagamento proporcional às horas trabalhadas e acordos individuais acima dos coletivos.

Com informações de