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Coco Gauff desiste do torneio de Wuhan após ataques racistas

Tenista foi eliminada em Pequim e anunciou que não jogará o WTA 1000 chinês. Ela disse que o corpo precisa descansar após um longo ano.
Coco Gauff durante partida do Miami Open de 2026, em imagem de arquivo que não é registro do torneio de Wuhan
Coco Gauff no Miami Open, em março de 2026. Imagem de arquivo, não é registro em Wuhan.

Coco Gauff desiste de Wuhan: a tenista de 22 anos anunciou que não disputará o WTA 1000 da cidade chinesa, torneio em que é a atual campeã, dois dias depois de receber ataques racistas nas redes sociais.

Por que Gauff desiste de Wuhan

Gauff afirmou estar decepcionada por não defender o título em Wuhan, onde, segundo a AFP, disse sempre ter gostado de jogar, e afirmou que o corpo precisa descansar depois de um longo ano. O anúncio saiu na quarta-feira (7), horas após a eliminação diante da belga Elise Mertens, nas oitavas de final do WTA 1000 de Pequim. O torneio chinês estava marcado para a semana seguinte, de acordo com o TenisNews.

O que levou aos ataques racistas

Em partida anterior, contra uma jogadora chinesa, Gauff pediu a interrupção de um ponto por uma distração e o árbitro mandou repeti-lo. Depois disso, segundo a CNN Brasil, perfis nas redes sociais passaram a afirmar que ela teria pedido a repetição por mau desempenho, e vieram comentários racistas.

As reportagens divergem no detalhe da distração: a CNN Brasil cita luzes piscando na arquibancada, enquanto o TenisNews menciona a troca do painel de LED atrás da quadra.

O que Gauff e a WTA disseram

A tenista disse que as pessoas podem discordar dela sem recorrer ao racismo, apontou que o volume de mensagens racistas foi muito alto e afirmou não ser trapaceira nem ladra. Segundo a CNN Brasil, ela é ex-número 2 do mundo. O TenisNews informa que hoje aparece em quarto lugar no ranking e pode perder posições.

A WTA disse estar chocada com o abuso racial dirigido à tenista e afirmou que não há lugar para racismo, discriminação ou abuso no tênis, segundo Reuters e AFP. A entidade informou ainda estar em contato com Gauff para oferecer apoio e buscar ação contra o conteúdo abusivo, segundo a AFP.

Com informações de