O segundo turno da eleição presidencial será no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h (horário de Brasília). Os eleitores de Santana de Parnaíba e de todo o país vão escolher entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Flávio ficou na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Os dois candidatos recebem o mesmo espaço e o mesmo tipo de informação. Flávio tem como vice Alfredo Gaspar. Lula disputa a reeleição com o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Como foi o primeiro turno no Brasil
Nenhum candidato passou de 50% dos votos válidos, e por isso a eleição foi para o segundo turno. Com 100% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio teve 56.104.503 votos e Lula, 53.879.538. A diferença foi de 2.224.965 votos, ou 1,87 ponto percentual.
Os demais candidatos somaram 7,81% dos votos válidos: Augusto Cury (Avante), 2,89%, Renan Santos (Missão), 2,24%, Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%, Romeu Zema (Novo), 0,27%, e outros seis candidatos, que juntos tiveram 0,21%.
Segundo o TSE, dos 158,7 milhões de eleitores aptos, cerca de 125,3 milhões compareceram. A abstenção foi de 21,08%, o que corresponde a cerca de 33,5 milhões de pessoas. Houve ainda 2.300.798 votos em branco (1,84% dos votos registrados) e 3.674.249 votos nulos (2,93%). Somados, os brancos e nulos passam de 5,9 milhões, mais do que a diferença entre os dois primeiros colocados.
Santana de Parnaíba no primeiro turno
Em Santana de Parnaíba, que tem uma única zona eleitoral, Flávio Bolsonaro teve 43.095 votos (52,44% dos válidos) e Lula, 29.460 (35,85%). Renan Santos teve 3.570 votos (4,34%), Augusto Cury, 3.419 (4,16%), Ronaldo Caiado, 1.913 (2,33%) e Romeu Zema, 467 (0,57%).
A cidade tem 111.456 eleitores aptos. Compareceram 86.244 (77,38%) e 25.212 deixaram de votar, uma abstenção de 22,62%, um pouco acima da média nacional de 21,08%. Os dados da cidade são do TSE.
Na disputa para governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) teve 66,12% dos votos na cidade e Fernando Haddad (PT), 32,87%, com dados do TSE. Em todo o estado, Tarcísio foi reeleito já no primeiro turno. Por isso, o eleitor paulista não terá segundo turno para governador: na urna do dia 25, a escolha será apenas para presidente.
O que diziam as pesquisas
As três últimas pesquisas divulgadas antes do primeiro turno mostravam Lula à frente entre os votos válidos. O Datafolha (3 de outubro, 4.006 entrevistados, margem de erro de 2 pontos percentuais) apontava Lula com 45% e Flávio com 42%. O Quaest (2 e 3 de outubro) tinha Lula com 46% e Flávio com 45%. A MDA/CNT (30 de setembro a 2 de outubro, margem de 2,2 pontos) registrava Lula com 47,8% e Flávio com 42,1%. Nas urnas, Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%. Os números são das próprias pesquisas.
Para o segundo turno, as mesmas pesquisas, feitas antes de 4 de outubro, indicavam disputa apertada. O Datafolha tinha Lula com 47% e Flávio com 46%. O Quaest apontava Flávio com 44% e Lula com 42%. A MDA/CNT registrava Lula com 47,3% e Flávio com 43,1%. Os dados são de cenários anteriores ao resultado oficial do primeiro turno.
O que cada candidato disse
Em discurso no domingo (4), ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e do candidato a vice, Alfredo Gaspar, Flávio afirmou que "está decretado o fim da era do PT". Ele criticou os governos petistas, citando violência contra as mulheres, endividamento das famílias e carga tributária, e disse esperar vencer o segundo turno. Entre as propostas citadas, estão um governo com menos ministérios, a indicação de pelo menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal e o compromisso de não disputar a reeleição.
No mesmo domingo, em discurso em São Paulo, Lula disse que esperava vencer já no primeiro turno e que o resultado foi inesperado. Ele chamou o segundo turno de "hora da prova dos nove" e afirmou que a campanha recomeçaria na segunda-feira (5), com o objetivo de comparar mais diretamente os dois projetos. Entre os temas citados, estão o desenvolvimento científico e tecnológico, a exploração de terras raras e minerais críticos, a expansão da indústria e o tratamento gratuito pelo SUS para perda de peso, para quem precisar.
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Apoios de candidatos que ficaram de fora
Entre os quatro candidatos que ficaram logo atrás de Flávio e Lula, dois declararam apoio a Flávio e dois não apoiaram nenhum dos lados, até 6 de outubro:
- Augusto Cury (Avante), 2,89%: neutro. Disse que não apoiará Flávio nem Lula
- Renan Santos (Missão), 2,24%: neutro. Deixou os eleitores livres e disse que não pedirá voto para nenhum dos dois nem orientará o voto nulo
- Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%: declarou apoio a Flávio em ato em Goiânia, na terça-feira (6)
- Romeu Zema (Novo), 0,27%: declarou apoio a Flávio em vídeo publicado nas redes sociais, na segunda-feira (5)
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, também decidiu na terça-feira (6) apoiar Flávio no segundo turno. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) disse que a decisão foi unânime. Até 6 de outubro, nenhum dos quatro candidatos acima havia anunciado apoio a Lula.
Debates e outros estados
O primeiro debate do segundo turno será promovido pela Band e pelo Estadão, no domingo, 18 de outubro, às 20h, uma semana antes da votação. A data foi remarcada, porque o encontro estava previsto para 11 de outubro. A transmissão será ao vivo pela Band e em tempo real no site e no aplicativo do Estadão, com a participação de Cultura, Gazeta, Jovem Pan e YouTube. O formato ainda estava em negociação entre os organizadores e as campanhas. Flávio confirmou que pretende participar dos debates. Lula também sinalizou que irá, e Edinho Silva, presidente do PT, afirmou que ele comparecerá, mas não soube dizer a quantos.
Além da disputa presidencial, haverá segundo turno para governador em seis estados e no Distrito Federal: Acre (Mailza Assis e Alan Rick), Amazonas (Omar Aziz e Professora Maria), Tocantins (Professora Dorinha e Vicentinho Júnior), Rio Grande do Norte (Allyson e Cadu), Espírito Santo (Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço), Rio de Janeiro (Douglas Ruas e Eduardo Paes) e Distrito Federal (Celina Leão e Leandro Grass).
Como votar no segundo turno
- Horário: das 8h às 17h, no horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h ainda pode votar, com senha.
- Quem vota: todos os eleitores com título regular, inclusive quem faltou ao primeiro turno, porque o TSE considera cada turno uma eleição independente. O voto é obrigatório de 18 a 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e analfabetos.
- Local de votação: é o mesmo do primeiro turno. A consulta pode ser feita no site do TSE ou no aplicativo e-Título.
- Documento: um documento oficial com foto, como identidade, CNH, passaporte ou carteira de trabalho, ou o e-Título digital com foto. O título em papel não é obrigatório.
- Quem não puder votar: a justificativa pode ser feita no dia, pelo e-Título ou por formulário, ou depois, até 8 de janeiro de 2027, com comprovação do motivo. Quem ainda não justificou a ausência do primeiro turno tem até 3 de dezembro. Sem justificativa, a multa é de R$ 3,51 por turno, segundo o TSE.
- Apuração: começa logo após o fechamento das urnas, e os primeiros resultados saem no início da noite.
Com informações de
Imagem: Reprodução/Agência Senado (montagem da fonte, sem registro conjunto).

